Quem eram e como viviam os Celtas? - por Anne Ross (excerto)

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Quem eram e como viviam os Celtas? - por Anne Ross (excerto)

Mensagem  N. Ninfae em Seg Out 22, 2007 8:20 pm

Artigo retirado da revista O Correio da Unesco, nº2, 1978

Sobre a autora: ANNE ROSS, arqueóloga e escritora britânica é autoridade internacional em história e civilização celtas. Já lecionou nas universidades de Edimburgo e de Southampton, e atualmente se dedica exclusivamente a escrever livros e a realizar pesquisas sobre a pré-história e a história dos celtas e assuntos correlatos. É autora de Pagan Celtic Britain (Londres, Routledge and Kegan Paul, - 1987) e Everyday life of the pagan Celts (Londres, Batsford, - 1970). Está preparando vários livros sobre o passado e o presente do mundo celta.

Quem eram e como viviam os celtas?

(...) Podemos agora perguntar: "Quem eram os celtas? Que provas temos de sua existência? Que elementos de sua psyché os distinguiram de outros povos da Antiguidade e os preservaram até hoje nas lindes ocidentais das Ilhas Britânicas, na Bretanha, a Armorica do tempo de César?"

Quem eram os celtas, e quando e onde se originaram, é assunto de interminável controvérsia entre especialistas e provavelmente jamais será esclarecido. Mas os debates não são mais estéreis. Novas técnicas científicas e a aplicação de novas disciplinas ao estudo do passado dão maior confiabilidade a conclusões antes baseadas mais em especulações.

As principais fontes de dados sobre os Celtas, sua religião, seu dia-a-dia, seus utensílios e artesanato são os testemunhos arqueológicos que fornecem indicações concretas de sua cultura; os textos gregos e romanos (a partir do sexto século a.C), hostis ou laudatórios; nomes de lugares e de pessoas e inscrições que podem ser consideradas celtas; os textos dos primeiros escribas cristãos irlandeses e galeses que preservaram para a posteridade boa parte das tradições e lendas inestimáveis de seus predecessores.

O folclore dos celtas contemporâneos e de áreas que foram essencialmente celtas por muito tempo no passado pode também fornecer valioso material de comprovação, que deve no entanto ser utilizado com a máxima cautela. E hoje novas técnicas, como a datação pelo rádio-carbono e o emprego de métodos científicos para a descoberta de material não mais visível a olho nu, estão vindo em socorro do estudioso.

A paleobotânica, que pode revelar fatos importantes sobre vegetais e regime alimentar na Antiguidade; o estudo de grupos sanguíneos e de freqüências genéticas; e métodos aperfeiçoados de pesquisa lingüística — tudo isso pode ajudar na busca das origens do povo quo chamamos celta.

Entretanto, as origens dos celtas estão ainda envoltas nas brumas da Antiguidade. A realidade celta está presente em nosso tempo em seus descendentes cujo temperamento e cuja personalidade ainda revelam surpreendente afinidade com seus ancestrais. E não é só entre os que ainda falam uma língua celta herdada como privilégio de nascimento que encontramos traços das valentes tribos que durante centenas de anos ocuparam vastas regiões da Europa e da Ásia Menor e ameaçaram e dominaram todos os que entraram em contato com eles.

Deixaram marcas sutis até hoje em muitos países que se desenvolveram partindo de seus redutos tribais. O “temperamento gaulês“ deve muito ao espírito, vivacidade, alegria de viver e perfeccionismo artístico dos celtas. Recentemente um professor do belas artes húngaro declarou: "Na Hungria somos todos celtas de coração. Soldados passam, heróis tombam mas o povo permanece". Aí está um resumo do mundo celta em seus pontos extremos; é de suma importância para a compreensão correta dos contextos subseqüentes da história e do desenvolvimento europeus.

Mas vamos nos ater somente aos conceitos tradicionais dos celtas; por isso vamos considerá-los como povo altamente desenvolvido entre 800 e 700 a.C. e cujos feitos atingiram alturas maiores entre 500 e 250 a.C. quando então sua influência e seu poder começaram a declinar mas não foram apagados pela rápida ascensão de Roma nem pela submissão de grande parte da Europa Celta ao Império Romano. A Irlanda não sofreu o domínio romano, e isso faz dela um inestimável repositório de tesouros do mundo livre dos celtas pré-romanos.

Para compreendermos o dia-a-dia e as inclinações espirituais dos celtas devemos começar pelo que é geralmente aceito como o surgimento do mundo celta como cultura distinta, o que aconteceu por volta de 700 a.C. Essa cultura é denominada Hallstatt pelos especialistas.

Trata-se sem dúvida de uma designação de conveniência, pois dá a entender que essa cultura teve origem na região montanhosa de Salzkammergut, na Áustria, e daí se espalhou. Sabemos que não foi bem assim; estudos mais recentes sobre a pré-história européia indicam que o que chamamos de cultura celta se manifestou em toda a Europa mais ou menos na mesma época.

O que faz de Hallstatt uma designação conveniente para essa primeira fase do desenvolvimento celta é a riqueza e a abundância do material ali encontrado no século XIX. Naquelas montanhas remotas traços de uma aristocracia poderosa e de uma classe trabalhadora que extraía sal, ambas oriundas das antigas populações autóctones do fim da Idade do Bronze (os Campos de Urnas), viveram e promoveram uma impressionante revolução tecnológica semelhante às de outros povos europeus da mesma época.

Nessa época sua riqueza provinha da exploração das minas do sal. O sal é um artigo valioso; suas qualidades de preservação permitem conservar a carne e outros alimentos perecíveis, assegurando a formação de reservas para os meses duros do inverno setentrional, e seu poder curativo deve ter sido descoberto em época bem remota.

Em Hallstatt foram descobertos os túmulos dos aristocratas que já usavam o ferro, não mais o bronze para suas armas e ferramentas cortantes; nobres que enterravam seus mortos em belíssimas câmaras mortuárias de madeira (o carvalho sagrado era a madeira favorita) sob montículos sobre os quais eram colocadas estátuas em tamanho natural do herói morto ou de seu deus, uma coluna de pedra ou um poste de madeira, em vez de queimar os mortos como faziam seus predecessores.

Nessas tumbas meticulosamente escavadas podemos notar traços do estilo de vida e das crenças religiosas que iam se generalizar mais tarde entre os celtas “históricos" que surgiram por volta de 500 a.C. e aos quais os estudiosos chamam de celtas de La Tène. No auge do seu poderio - entre 500 e 225 a.C - o domínio celta se estendeu do Báltico ao Mediterrâneo e do Mar Negro ao Atlântico.

Mas voltemos aos celtas de Hallstatt. Mesmo não dispondo de dados históricos sobre eles, sabemos que são celtas por causa de sua cultura material que evoluiu e se sofisticou mas não se modificou substancialmente na segunda fase, a de La Tène. Alguns dos mais antigos nomes do lugares europeus indicam que as línguas celtas eram faladas na Europa bem antes de os etnografos do mundo clássico se referirem aos hábitos de um de seus mais destacados vizinhos bárbaros, e por certo também o mais poderoso; muito antes mesmo de haverem os celtas, com sua perícia tecnológica, introduzido o uso do ferro na Europa ao norte dos Alpes e efetuado o que talvez possamos chamar de primeira grande Revolução Industrial.

Não podemos afirmar com certeza que deuses os celtas de Hallstatt adoravam, mas os dados de que dispomos indicam que pouco diferiam dos deuses dos celtas de La Tène, seus descendentes. Os achados arqueológicos, cada vez mais numerosos referentes a aspectos da religião celta pagã, cuja origem pode ser situada em épocas remotas da pré-história, fazem crer que possivelmente tiveram uma classe sacerdotal poderosa que talvez incluísse os próprios druidas.

As honrarias fúnebres que prodigalizavam a seus mortos com rituais muito complexos que incluíam a colocação no túmulo de obras de belísslma feitura artesanal — armas e ornamentos pessoais finamente trabalhados, vasilhames de cerâmica de grande beleza artística, talvez contendo cerveja para o viajante sedento em sua longa jornada para o Além; vasos de metal e até quartos de porco (comida favorita dos celtas) — tudo isso indica que a veneração dos celtas por seus antepassados e o culto dos mortos se generalizaram mais tarde. Eles achavam que as tumbas eram portais de acesso à tão esperada vida depois da morte.

Seus carros de quatro rodas — distintivo simbólico da aristocracia — eram enterrados com eles juntamente com os apetrechos de atrelagem. Em suma, recebiam no túmulo tudo o que iam precisar na outra vida. Posteriormente o carro de quatro rodas foi substituído pelo veículo de guerra de duas rodas como símbolo de importância. Os hábeis artesãos que ocupavam lugar de honra na rígida estrutura da sociedade celta — o ferreiro era considerado figura semidivina, dotado de poderes sobrenaturais — faziam veículos delicados, elegantes, mas sólidos.

Esses artesãos habilidosos sabiam aquecer e encaixar os aros de ferro nas rodas raiadas de madeira, fazendo assim um meio de transporte prático e agradável aos olhos, próprio para o altivo nobre celta e seu cocheiro, homem de boa linhagem. Esses veículos leves eram puxados por dois pequeninos pôneis criados especialmente para isso. Os pôneis eram atrelados a uma canga presa à extremidade de um longo timão, ao que parece quadrado.

A natureza da sociedade celta, muito aristocrática como vimos, comportava artesãos de todos os ofícios com seus ajudantes; a patronagem e a liberalidade dos poderosos nobres asseguravam trabalho a especialistas e artistas de toda espécie.

Além de construírem e instalarem para seus patronos casas de estrutura simples mas finamente decoradas e mobiliadas, esses artesãos também trabalhavam em grupos itinerantes na construção de fortes em lugares elevados — tão característicos da vida e do ritual celta; na ornamentação de templos, na criação de belíssimos vasos e adereços não só para uso dos chefes e suas esposas mas também para o ritual da troca de presentes entre famílias importantes do lugar ou de fora a fim de estreitar laços e selar promessas de paz e fidelidade.

(...) Todas as fontes de informação sobre os celtas indicam uma sociedade altamente estratificada em três classes principais — a dos sacerdotes, poetas, profetas e guerreiros nobres; a dos artesãos livres e agricultores; e a grande massa privada de liberdade (os que tornavam possível a vida opulenta das classes superiores).

Tudo se inseria na estrutura antiga e complexa das leis celtas, o mais antigo e intrincado sistema jurídico da Europa e com o qual os romanos tiveram de entrar em acordo e fazer concessões. Essas leis não deixavam ninguém sem direitos, ninguém desprotegido, por mais humilde; somente se cometesse um crime grave, a pessoa ficava proibida de assistir aos sacrifícios, era repudiada pela tribo e obrigada a viver a vida desesperada dos proscritos.

O termo romano "barbaru" teve um destino infeliz. Hoje significa um indivíduo selvagem, inculto, a quem a civilização não chegou. Mas para os romanos significava simplesmente alguém que não era nem grego nem romano. Mesmo os requintados etruscos eram bárbaros aos olhos do mundo clássico.

As casas celtas, embora diferissem das dos romanos no gosto e na funcionalidade, eram perfeitamente adequadas a pessoas que passavam a vida caçando, campeando, lutando, trabalhando a terra e cumprindo rituais religiosos — pois as crenças e as divindades celtas eram um dos principais fatores de união do povo. Os romanos preferiam os cochichos do fórum, a elegância descuidada das termas, as comidas exóticas, a adoração impessoal dos deuses oficiais.

As casas de teto de palha de seus vizinhos celtas eram em geral supreendentemente amplas e ofereciam conforto e abrigo adequados para o cansaço de um longo dia de atividade ao ar livre. As mesas simples e baixas bastavam para a comida simples porém farta e para a cerveja forte e copiosa do guerreiro aristocrático quando voltava de escaramuças e caçadas.

As altas paredes impecavelmente emboçadas e o piso de mosaico brilhante não passavam despercebidos quando o vinho corria de belíssimos jarros de metal para ricas taças e o fogo central crepitava e lançava clarões nos caprichosos desenhos e esplêndidos trabalhos dos artistas e artesãos celtas. As chamas faiscavam nas soberbas armas e nos ornatos do nobres e nos escudos finamente trabalhados que ficavam sempre ao alcance dos donos irascíveis.

Rivalidades pessoais e o permanente desejo dos guerreiros de se distinguirem entre os companheiros de armas dava uma sensação agradável do perigo iminente e a possibilidade de um súbito combate singular — método favorito de solucionar divergências entre os celtas. Aí estava o tempero do modesto festim.
Quase não havia necessidade de entretenimento exótico depois da refeição, ao contrário do que acontecia com os entediados romanos. O nobre guerreiro, o anfitrião e seus convivas — a hospitalidade era e ainda é um dever quase religioso no mundo celta — recostavam-se para ouvir a lira ou a sonora voz do bardo cantando ou recitando, comemorando feitos e proezas de heróis do passado, contando histórias dos deuses e louvando a generosidade e as grandes qualidades do dono da festa.

Tudo isso guardava perfeita consonância com o caráter dos celtas, com sua situacão geográfica e com o estilo de vida que escolheram e que se tornou tradicional. Por serem seus pendores e seus costumes diferentes dos dos povos mediterrâneos, isso não quer dizer que eles eram incultos ou “bárbaros".

Na verdade, certos aspectos da religião celta impressionaram os romanos que os julgaram “bárbaros" — entre outros o costume de decepar cabeças, os sacrifícios humanos e a supremacia absoluta dos sacerdotes celtas, os druidas.

A antiga tradição irlandesa nos diz que ninguém podia falar antes do rei em uma festa ou reunião, e que o próprio rei devia silenciar quando o druida desejasse falar. A fé dos celtas em seus deuses e nos poderes do Além era tamanha que a religião fazia parte integrente da vida cotidiana. Se bem que cada tribo tivesse seus deuses particulares — e às vezes também algumas divindades altíssimas que parecem ter sido sacralizadas em vastas regiões — e se bem que cada tribo narrasse as lendas de suas origens e de suas aventuras, havia no mundo celta uma unidade religiosa comprovada por muitas fontes.

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parte II

Mensagem  N. Ninfae em Seg Out 22, 2007 8:20 pm

(...) As línguas de origem comum, o sistema jurídico ancestral, a paixão pela genealogia, pela história, mitologia, poesia, e o cultivo intenso do saber oral - tudo isso unia as tribos espalhadas e fazia delas um povo que pode ser identificado pela arqueologia, pelos textos gregos e romanos e por suas tradições transmitidas oralmente por seus descendentes: o povo celta.

Diferentemente dos romanos, os gauleses usavam calças e capas adequadas a seus hábitos eqüestres; os irlandeses usavam túnica e capa. O tipo celta era alto, de cabelos louros, olhos claros, corpos robustos, espírito ágil. E foi assim que os artistas de seus adversários os representaram, combatentes implacáveis, altivos e desdenhosos na vitória e na derrota.

Longa e confusa é a história celta, cujo fim ainda não foi escrito. Os celtas da Antiguidade não se interessaram pelo registro escrito do seu saber e das suas crenças, e em suas transações comerciais utilizavam o grego e o latim. Esse cultivo da memória é praticado até hoje nas regiões de língua celta, onde as lendas e baladas antigas, não aprendidas em livros mas passadas oralmente de geração a geração ao longo dos séculos, são recitadas com prazer.

O mais belo dos épicos irlandeses antigos é o Táin Bó Cualgne, "O Rapto do Boi de Cualgne", que narra a rivalidade entre a deusa-rainha Medb e seu marido Ailill por causa de um bonito boi divino, o Donn de Cualgne, e as guerras e transtornos resultantes da rixa. Nas Hábridas Exteriores (ilhas a leste da Escócia) ainda se ouvem versões dessa lenda, contadas por pessoas que nada sabem de sua origem nem da Antiguidade de onde ela vem.

Um trecho da própria lenda servirá para dar uma idéia do ideal celta de heroísmo e beleza quando se descreve o jovem herói Cuchulainn, ao se apresentar lavado e enfeitado na corte do seu tio, o rei Conchobar, após violenta batalha. Cuchulainn era filho do deus pan-celta Lugh (Lugus) e da irmã do rei, Deichtire, herói por excelência no mundo celta antigo.

"Como era belo o jovem que veio assim se mostrar aos hóspedes, Cuchulainn. Três cores de cabelo ele tinha, negro perto da pele, vermelho sangue no meio, e nas pontas, em coroa, uma massa ouro-sangue. No pescoço cem torçais de ouro vermelho reluzente. Em cada olho sete pedras faiscantes. A veste para aquele dia era um manto claro, bem assentado, com plissados e franjas. No peito branco um broche de prata incrustado de ouro, como se fosse uma lanterna de brilho e fulgor que olhos humanos não podem suportar. Sobre a pele uma túnica de seda orlada de vivos e franjas de ouro e seda e bronze branco. Usava um esplêndido escudo púrpura debruado de prata pura, e do lado esquerdo uma espada de punho de ouro trabalhado. Ao lado dele na carruagem, uma comprida lança de fio acerado e uma adaga de combate afiada, de punho guarnecido de bronze branco. Numa das mãos ele carregava nove cabeças, e na outra dez cabeças que ele brandia para a corte."

"Nove cabeças numa mão e dez na outra." Os celtas não apenas decapitavam seus inimigos, eles adoravam a tal ponto as cabeças cortadas que se pode dizer que elas eram um símbolo fortíssimo para suas crenças pagãs. Numa história do Mabinogion galês, que fala de Bran, gigante de clara origem divina, quando sua cabeça foi cortada a seu próprio pedido, ela continuou viva e uma boa companhia.

A literatura da Irlanda recebeu forma escrita antes da de Gales, sob a égide da Igreja Cristã, igreja que na Irlanda não teve paralelo na sua austeridade devocional mas ao mesmo tempo conservou profundo amor por suas raízes, pela língua e pelas tradições celtas. O paganismo é perceptível nas literaturas irlandesa e galesa - as mais antigas da Europa ao norte dos Alpes - mas os escribas cristãos eram muito fiéis à tradição oral e só mascaravam os exemplos mais flagrantes de práticas pagãs.

Como conseguiram os cristãos irlandeses conciliar esse passado pagão com seu cristianismo tão devoto? A resposta está muito bem expressa nas palavras do escriba que transcreveu o Táin Bó Cualgne, que retrata o mundo celta do primeiro século a.C. Assim termina ele a narrativa:

"Bendito seja quem decorar fielmente o Táin como está escrito aqui, sem nada acrescentar a ele. Mas eu que escrevi esta história, ou melhor, esta fábula, não dou crédito a vários incidentes nela relatados. Porque algumas passagens são maquinações do diabo, outras são invenções poéticas. Algumas são prováveis, outras não; e algumas se destinam apenas a divertir os tolos."

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